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#36 A Metamorfose, Franz Kafka

Hey turma, tudo beleza? No #desenrolandoolivro de hoje vamos falar sobre A metamorfose de Franz Kafka. Contar uma coisa, eu acabei c...

domingo, 2 de julho de 2017

#14 Mulheres que não sabem amar, de Lilian Farias ♥ [parceria]



https://www.instagram.com/livroseoutrostrecos/


Hey pessoas! Tudo bem? O #desenrolandoolivro de hoje é muito especial, pois conta com um livrinho incrivelmente necessário na vida não só de leitores que gostam de obras que fala e criticam a sociedade em que vivemos, mas não uma crítica vazia e sem fundamento e sim com uma proposta inovadora e muito reflexiva.
O livro Mulheres que não sabem chorar da Giz Editorial   faz exatamente isso,  quer saber mais? Vem comigo!

A autora

Lilian Farias, autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar, Fome e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, homossexualidade, violência sexual e alcoolismo.
A escritora mantém um blog literário Poesia na Alma e está sempre bem informada sobre questões sociais que acontecem em nosso país.
É defensora da tese de que todos são diferentes e merecem ser tratados com equidade. Ela adora escrever sobre temas que incomodam e diz não ter medo do preconceito. Trabalha no movimento social e acredita que a educação é capaz de trazer mudanças significativas ao país.
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Outras obras da autora

O Livro
Sinopse: A vida de Marisa é regida pelo controle. Seja à frente do seu trabalho ou da vida dos filhos, ela é racional, mantendo-se sempre fria, um ser à parte das banalidades, cuja única preocupação é ser um exemplo. Olga é sua antítese. Sentimentos à flor da pele, dor flagelando a carne, pensamentos embaçados pelo esquecimento proporcionado pelo álcool. Sozinha, preocupa-se em apenas ser, em um mundo cercado por fatos que não reconhece mais como seus. Duas senhoras solitárias, vizinhas e antagônicas. Será que um dia alguém acharia que poderiam viver em paz? Mais ainda, será que poderiam se apaixonar? Mulheres que não sabem chorar é mais que uma história de amor entre iguais. Junto a estas personagens tão humanas, o leitor vê-se despido dos preconceitos, pudores e medos. Ora crua, ora poética, a trama nos obriga a enfrentar o espelho e se ver como nunca imaginou antes. Pois ao mergulhar neste romance, o que fará você pensar não é a forma como vê o amor, mas sim a forma com que ele se volta em sua direção. Esteja preparado. (Danilo Barbosa - Autor de Arma de Vingança)
 
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Cada capítulo é nomeado com o nome de uma flor, que o significado representará o sentimento que o capítulo representa. 
O livro vai contar a estória de Marisa e Olga, vizinhas e que se odeiam. duas mulheres maduras, cada uma de sua própria forma de ser calejadas por uma vida inteira e nem sempre tão fácil quanto gostariam...
Marisa, as seus 55 anos é uma mulher forte, decidida, que teve uma vida dura, ao longo de sua caminhada aprendeu a apenas que, se ela não demonstrasse fraqueza, tudo ficaria bem,  e assim foi até o momento em que os filhos saíram de casa, para estudar no exterior, sofrendo com a síndrome do ninho vazio passou seus dias com seus melhores companheiros, os cigarros.
Casou-se nova, aos 25 anos, aos 27 anos veio o casal de gêmeos e aos 30 ficou viúva, virou a chefe da família e retomou o negócio que mais amava ser florista (para desgosto de seus pais no passado) e foi bem sucedida, independente e com uma situação financeira confortável, não se casou novamente mas sempre esteve namorando, 1.2.3.4.,5....  Inúmeros homens passaram pela vida de Marisa apenas por prazer, assim como os seus cigarros entre seus dedos ... (nem sempre os homens lhe davam tal prazer).
Olga, em contra partida, emocional, intensa, também em meia idade se encontrava em caminho reverso, a beira de sua própria ruína, abandonada a própria sorte e entregue a bebida não vê mais esperanças em um futuro.
Após perder sua filha Maria para o câncer tão precocemente e tentando realizar o ultimo desejo de sua filha  em seu leito de morte: parar de beber.
Mas Olga não sabia se iria conseguir seguir firme nesse propósito, afinal, a bebida tornava as lembranças mais distantes e mais fáceis de suportar.
Foi-se o tempo de juventude, em que ela foi casada, teve uma filha, mas o casamento acabou, após as garrafas de whisky tomarem mais tempo da vida dela do que os cuidados com o marido e sua filha Maria.  
Em meio esse turbilhão de sentimentos para ambas as mulheres, o destino às aproxima da pior maneira.
Olga estava sofrendo um abuso sexual no meio da  rua, incapacitada de reagir por conta da bebedeira, de forma instintiva Marisa a defende e vendo a situação que  se  encontrava aquela  mulher a levou para casa a fim de ajudar de alguma forma.
E isso é o início de um intenso amor e de descobertas entre duas mulheres que já passaram por muitas coisas, mas aquela realidade era absolutamente nova para elas e elas  queriam apenas sentir....
Essa situação trás muitos conflitos internos para ambas, que a fazem refletir sobre  todos os anos que viveram até aquele momento.
Dessa forma a autora nos trazem momentos do passado  dessas duas personagens, que nos fazem compreender tudo o que passaram e entender como os fatos  do passado influenciam o presente em que vivem.
O final de Marisa  e Olga foi trágico, um mal entendido faz que aquelas mulheres tomem atitudes impensadas e as consequências afetarão o futuro de ambas, e nenhuma das duas de forma positiva.  
  Em meio disso tudo, teremos ainda outras mulheres, todas com suas histórias destroçadas e entrelaçadas umas nas outras, como o caso de Ana, uma estudante de Serviço Social, que sobrevive aos conflitos familiares de pais separados, o pai foi preso por matar o amante da esposa dele e  pela tentativa de homicídio da própria esposa com um tiro no rosto.
O que Ana sofre e tenta esquecer são os abusos sexuais e estupros sofridos pelo pai na infância, assim Ana faz um trabalho com moradores de rua, como forma de  tentar esquecer o passado, que insiste ir atrás dela.
Após uma visita ao seu irmão no hospital, Ana dá de cara com seu pai e desnorteada ela sai correndo, parando apenas quando chegou no parque próximo  de sua casa.
Nesse dia, conhece Verônica, e a partir desse dia Ana tem seus pensamentos ocupados por essa mulher que seria perfeita, se não fosse por um motivo: Ela já era casada.

“Ninguém podia dizer que não era amor.
 Era amor, eu só não sabia o que fazer com ele.”
 
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Ao final temos um glossário com o significado de cada flor.  ♥
Minha Opinião:

Então turma, esse livro foi uma lição de vida para mim, todas histórias reais, por mulheres reais, retiradas de relatos de mulheres que, a  própria autora escutou de mulheres que contavam suas histórias, histórias terríveis, e chocantes, e sem chorar ... aquelas mulheres não sabiam chorar, e Lilian quis entender aquilo ...
Minha avaliação é:

O livro é muito bem construído, com o cuidado de introduzir momentos históricos reais, como a Ditadura Militar, os manicômios antes da Reforma Psiquiátrica e a Luta Antimanicomial  chegar ao Brasil.
É possível  compreender  a sutil forma de mostrar ao mundo a força de uma mulher, tudo o que uma mulher é capaz de passar e suportar, e ainda assim, seguir em frente.
Enfim, só tenho a agradecer a Lilian pela oportunidade de conhecer essas histórias e tudo o que li só reafirmou o que eu acredito e pelo que devemos lutar!
Vou deixar aqui esse vídeo aonde Lilian conta mais de onde veio sua inspiração e para reafirmar que TODOS devem ler esse livro, com forma muito além de lazer, mas de forma didática mesmo, eu como  MULHER CIS HETERONORMATIVA CASADA (por enquanto, pois como vimos a vida nos reserva muitas surpresas e tudo não quer dizer nada) me vi em muitas das situações, por me colocar  no  lugar dessas mulheres, e me senti representada muitas vezes por Anas, Marisas, Olgas, Dulces, Verônicas....
Eu como assistente social formada me identifiquei com muitas situações, sobretudo com as vividas por Ana, a matéria Serviço Social e expressões da Questão Social é realmente matadora! Hehe  brincadeiras a parte, aprendi muito com esse livro!  


Compre o livro na Amazon


Até a próxima e até mais!

2 comentários:

  1. Primeiro, fico grata por seu carinho em divulgar meu trabalho, também por entender a histórias dessas mulheres, tão próximas de nós, tão vítimas sociais, tão vítimas do inconsciente coletivo.

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    1. amei essa leitura e eternizei no coração! ♥

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