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#36 A Metamorfose, Franz Kafka

Hey turma, tudo beleza? No #desenrolandoolivro de hoje vamos falar sobre A metamorfose de Franz Kafka. Contar uma coisa, eu acabei c...

quinta-feira, 15 de junho de 2017

#13 Queria Ver Você Feliz, de Adriana Falcão



https://www.instagram.com/livroseoutrostrecos/

Hey pessoas! Tudo bem? Hoje o Desenrolando o livro trás um livrinho que vai fazer você pensar, refletir e pensar muito, vamos nessa? Seguindo essa onda romântica de semana de dia dos namorados, este é mais uma estória de amor.  E como vocês podem ver, já foi classificado como favorito então, vem uma estória emocionante por ai!

Sobre a autora

Adriana Falcão é uma roteirista e escritora brasileira. Atualmente, roteirista da TV Globo, escreve para séries como Comédias da Vida Privada e A Grande Família, além de roteiros para cinema e a série Mulher, Nasceu no Rio de Janeiro em 1960. Formou-se em arquitetura, mas nunca exerceu a profissão. Desde 1995 escreve para cinema e TV. Como roteirista, escreveu para séries como A vida como ela é e A grande família, e adaptou o Auto da compadecida de Ariano Suassuna. É autora de quase vinte livros, tendo concorrido ao Prêmio Jabuti em 2001.
Pelo que entendi é uma das colunistas do blog da Intrínseca. http://www.intrinseca.com.br/blog/categoria/colunistas/adriana-falcao/   
E, além disso, tudo é mãe de Isabel, Tatiana e Clarice, sim ela é

mãe de Clarice Falcão  ♥!

Sobre o livro
Livro escrito por Adriana Falcão, à autora descreve a história real de amor de seus pais, Maria Augusta e Caio, a partir de um narrador ilustre, ninguém menos que o amor em pessoa! 
"Não é ela, no entanto, quem narra a história de amor entre Caio e Maria Augusta, mas o próprio Amor. "Escolher o Amor como narrador nem foi para deixar a história mais leve, mas não quis contar na primeira pessoa porque tive medo de resvalar no piegas no meu sentimento. ao dar uma alma ao narrador, escondo a minha"
Este nos apresenta primeiro a ele mesmo (o amor pode ser muito egocêntrico e autoconfiante às vezes) e depois nos explica um pouco do seu difícil trabalho de unir as pessoas.
E como exemplo ele nos conta a história dos pais de Adriana filha mais nova do casal e explica que a escolha dessa estória é apenas pelo fato que “alguém abriu um certo baú florido onde  estavam guardados cartões, bilhetes, retratos e cartas.”
E nos é contada a história de Maria Augusta e Caio, desde o primeiro olhar até o final de suas vidas.
Ela, uma pessoa obsessiva, dramática e um pouco descontrolada e muito dependente.
Ele, um pouco mais contido, porém muito inseguro depressivo e com uma melancolia que não tinha fim.
Estória começa no finalzinho dos anos 40 chegando a década de 1990, a cronologia é contada e ilustrada a partir de cartas e bilhetes trocados entre os dois amantes.
Desde o inicio do namoro quando foram proibidos de se verem e em alguns momentos do conturbado relacionamento vivido como por exemplo a internação de Maria Augusta em um hospital psiquiátrico e os intervalos que Caio passa viajando por conta de trabalho.
Trazendo um desfecho trágico e muito triste, mas que não deixa de ser real e bonito ao mesmo tempo.


Minha opinião
Foi o primeiro livro da autora que eu li, e eu havia lido algum lugar que não deveria ser a primeira escolha de leitura da autora, mas pelo menos para mim funcionou muito bem!
É incrível como o ‘amor’ narra a estória e tenta explicar a si mesmo, e em paralelo vemos uma estória real sendo colocada diante de nossos olhos, de um amor real e pessoas reais.
Durante todo o livro tive a vontade de sair marcando citações atrás de citações e sair fazendo anotações que nem louca!! Serio.
Mas na verdade eu percebi nessa leitura a necessidade da autora de tentar explicar/entender a história de amor de seus pais e ao mesmo tempo que tenta meio que se desculpar ou auto perdoar por alguma coisa.
Eu não sei se foi apenas eu, mas tive a impressão que no finalzinho do livro ela se sempre culpada por parte das coisas  que aconteceram, vou colocar aqui três citações que vão exemplificar bem isso.
1-    “Quando o problema que vinha se anunciando pelos ares virou vida real. A Assumida preferência de Maria Augusta pela filha mais nova  [...] Para sua mãe, a menina  era mais que uma menina, mais que uma vitória, era a escolhida, a enviada”. (p.126)
2-    Dia das Mães, 1991 – Todos se reuniram para um almoço na casa da Patrícia. Maria Augusta encheu um longo copo de uísque até a borda. Adriana reclamou que ninguém tomava uísque daquele jeito, àquela hora do dia [...] Maria Augusta respondeu que a vida era dela e ela se matava quando achasse melhor “Então se mate, mas eu não quero ver”, Adriana respondeu e foi embora com Tatiana e Clarice.
3-    Maria Augusta morreu no dia seguinte, depois de uma madrugada de insônia, calmantes e bebida.

Essa obra deve ter muito significado para a autora e para sua família, ela realmente eternizou essa estória de amor! Veja uma entrevista da uol com a autora muito legal, o trecho no começo desse texto foi um fragmento dessa entrevista.

“Desde o início desse romance, me empenhei em ser intenso. Acredito que um trabalho só fica bem feito quando a gente se joga nele com tudo. Aí sim, o resultado, seja ele qual for, será perfeito. Eu já disse que sou perfeccionista?” (p. 157)


Por hoje é só gente! Esse livro está em sorteio no Ig, clique na imagem e participe!
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Um comentário:

  1. Oie :)
    Amei seu post, vou participar do sorteio com certeza! Beijos, Yasmim

    Blog: http://literarte.blog.br

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